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Carta Brasil - Um conjunto de propostas para o novo governo

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Hoje foi divulgado um documento assinado por vários economistas com propostas para o Brasil, o documento, chamado Carta Brasil, será entregue a Paulo Guedes, futuro ministro da Economia, recebeu ampla divulgação na imprensa, em uma pesquisa rápida encontrei referências a Carta Brasil em veículos como Valor Econômico (link aqui), Estadão (link aqui), Revista Exame (link aqui) e Infomoney (link aqui). Longe de representar um consenso, que seria impossível, a Carta Brasil aponta direções que refletem uma opinião média dos participantes do grupo. Eu poderia listar facilmente algumas propostas das quais discordo, mas deixo isso para outra ocasião, no momento compartilho com os leitores a apresentação escrita pelo amigo Flávio Ataliba Barreto, o herói que é o principal responsável pela existência do grupo de carta, e um link para o texto completo da Carta Brasil (link aqui).

Apresentação Flávio Ataliba Barreto
Imaginem mais de duzentos economistas a conversar e a debater em seus celulares t…

Sem milagres nem marchas forçadas, é devagar que vamos mais longe.

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Fiz um post no FB onde comentei uma entrevista de Winston Ling (link aqui) e registrei que apesar de concordar com as linhas gerais apresentadas na entrevista me incomodei com a referência a China pois não acredito que a maioria dos brasileiros queiram viver em uma nova China e que eu definitivamente não quero que o Brasil vire uma espécie de China. Vários amigos me alertaram que a referência a China era no sentido do crescimento econômico em contraponto a hipóteses que fosse em termos de instituições. Fiquei meio sem graça de dizer aos amigos que eu me referia ao crescimento econômico, isso mesmo, eu não quero que o Brasil busque uma trajetória de crescimento chinesa. Por certo não digo isso por conta do crescimento propriamente dito, mas por conta do que seria necessário para obter tal trajetória.
O crescimento da China vem de uma combinação de abertura para o setor privado, altas taxas de poupança e forte presença do estado nas decisões de investimento. A aparente contradição entr…

Votos por partido para o aumento do salários dos ministros do STF

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Hoje o Senado aprovou o aumento dos salários dos ministros do STF de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil. O impacto da medida é significativo pois esse aumento de salários pode levar a aumento de salários em outras carreiras inclusive nos estados. Estimativas preliminares sugerem que o impacto fiscal deve ser de, no mínimo, R$ 4 bilhões por ano (link aqui e aqui), algumas estimativas sugerem que pode chegar a R$ 6 bilhões por ano. O UOL listou como votou cada senador (linik aqui), foram 41 votos favoráveis, 16 votos contrários e uma abstenção do senador José Maranhão do MDB da Paraíba. A figura baixo resume os votos favoráveis por cada partido.



O PSDB foi o partido que mais contribuiu com votos para aprovação do aumento, em segundo lugar veio o MDB e depois Podemos, PR e PSD aparecem empatados. Os partidos que mais deram votos contrários foram o DEM e o PT seguidos por MDB e PSB, a figura abaixo mostra os votos contrários dados por cada partido.



Confesso que esperava dos tucanos, o momento é…

Doing Business 2019: melhorou, mas nosso ambiente de negócios continua ruim

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Nesta semana tivemos a boa notícia que o Brasil melhorou de posição no ranking de facilidade de fazer negócios elaborado pelo Banco Mundial (link aqui), conhecido como Doing Business (link aqui). Quem acompanha o blog sabe que considero o ambiente hostil aos negócios um dos maiores problemas de nossa economia, isso é verdade porque um ambiente desfavorável aos negócios penaliza empresas menores e/ou que tentam entrar no mercado. Na prática o ambiente de negócios acaba funcionando como uma barreira a entrada que protege empresas estabelecidas que já pagaram os custos fixos associados ao ambiente de negócios ruim da concorrência das empresas que seriam viabilizadas em um bom ambiente de negócios. Melhorar o ambiente de negócios significa facilitar a entrada de novas empresas no mercado o que aumenta a competição e estimula a produtividade.
Apesar da melhora ainda há muito ser feito para melhorar o ambiente de negócios no Brasil, nesse post comparo nossa classificação geral e nos vários…

A volta do Pessimildo: desafios para 2019

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Domingo à noite vamos saber quem será o novo presidente, cerca de dois meses depois, no dia primeiro de janeiro de 2019, o eleito tomará posse. Estou escrevendo no final da tarde de sábado, as pesquisas sugerem fortemente que Bolsonaro será eleito, mas nada é impossível quando se trata de eleições e pode ser que ocorra uma surpresa. O fato é que independente do que aconteça no domingo o próximo governo terá grandes desafios pela frente, pior, esses desafios não foram discutidos na campanha. Enquanto um lado promete fazer o povo feliz de novo congelando o preço do gás e forçando aumento de salário mínimo o outro diz que vai entregar saúde e educação de primeiro mundo combatendo a corrupção. Lamento informar, mas nada disso cai acontecer, não nos próximos anos e muito menos por esses caminhos.
O texto abaixo é inspirado em uma apresentação que preparei para a equipe do senador Álvaro Dias e serviu de base para algumas palestras que fiz nos últimos meses, na apresentação aponto três gran…

Limite de isenção do Imposto de Renda em termos de salários mínimos durante os governos petistas

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Fernando Haddad, candidato a presidente pelo PT, reafirmou hoje no Jornal Nacional o compromisso de isentar de Imposto de Renda quem ganha menos de cinco salários mínimos. Como o PT governo o país de 2003 a 2016 me parece justo checar se a promessa é consistente com a prática petista. Para isso peguei o histórico de limite de isenção do Imposto de Renda (link aqui) e o valor do salário mínimo (link aqui) a cada reajuste da tabela de faixas do Imposto de Renda. Depois calculei quantos salários mínimos era o limite de isenção a cada ano, os resultados estão na tabela abaixo:
Data de correção da tabela do IR Valor do limite de isenção Valor do salário mínimo Limite de isenção em termos de salário mínimo Janeiro/2003 R$ 1.058,00 R$ 200,00 5,29 Fevereiro/2006 R$ 1.257,12 R$ 300,00 4,19 Janeiro/2007 R$ 1.313,69 R$ 350,00 3,75 Janeiro/2008 R$ 1.372,81 R$ 380,00 3,61 Janeiro/2009

Investimento do governo federal e teto dos gastos

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Hoje no debate do SBT o candidato do PT culpou o teto de gastos pela queda do investimento do governo. Fui checar os dados para ver se a tese se sustenta ou se é só mais uma tentativa do PT de terceirizar a crise que o governo Dilma criou. Os dados estão disponíveis na página da Secretaria do Tesouro Nacional (link aqui) e descrevem o investimento do governo federal por órgão de janeiro de 2007 a julho de 2018. Olhar dado mensal é sempre perigoso pois existem padrões sazonais que podem distorcer comparações mês a mês, para evitar esse problema comparei o investimento acumulado em doze meses.



Repare que a grande queda ocorre em setembro de 2014, antes de Levy e na época que a presidente em campanha garantia que não havia problemas fiscais no país. A queda se aprofunda durante 2015 de 2016. No final de 2016, já no governo Temer ocorre uma pequena subida, em 2017 a trajetória de queda é retomada. Sei que esse negócio de causalidade é complicado, mas me parece bem difícil apontar uma eme…