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Mostrando postagens de Março, 2017

Rendabilidade Real Over/Selic

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No post anterior mostrei o rendimento real da poupança entre janeiro de 1990 e fevereiro de 2017, o objetivo era definir valores razoáveis para comparar rendimento da poupança com “rendimento” da aposentadoria. Conforme prometido no post anterior nesse post vou mostrar a rentabilidade real das aplicações Over/Selic. Mais uma vez o objetivo é ajudar a definir parâmetros razoáveis para simulações de rentabilidade de aplicações de longo prazo que seguem a taxa Over/Selic.
Assim como no post anterior usei aspas quando me referi a rentabilidade do sistema de aposentadoria porque, estritamente falando, o termo rentabilidade tem que ser muito qualificado quando aplicado a um sistema de aposentadoria por repartição como é o do Brasil e o da maioria dos países. Isto é verdade porque em um sistema de repartição o indivíduo não coloca o dinheiro em uma conta que vai render e bancar a própria aposentadoria, longe disso, em um sistema de repartição o indivíduo contribui para a aposentadoria dos q…

Rendimento Real da Poupança

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Tenho visto vários exercícios tentando estimar quanto seria o rendimento do dinheiro pago à guisa de contribuição previdenciária se o mesmo valor fosse aplicado na poupança. Em um dos casos a simulação colocava um rendimento de 0,65% ao mês na poupança, sugerindo que o sujeito chutou o número ou fez alguma confusão com rendimento real e rendimento nominal. Sendo assim, em serviço de utilidade pública, resolvi calcular e compartilhar com os leitores o rendimento real da caderneta de poupança.
Para isto fui no Ipeadata e peguei os dados de rendimento nominal da poupança e de inflação conforme medida pelo IGP-DI, a escolha foi por conta do próximo post que repete o exercício deste post com dados do rendimento Over/Selic. A série de rendimento da poupança que está disponível no Ipeadata começa em 1990 e vai até 2017, usei a série completa. A figura abaixo mostra a taxa de juro real da poupança. Repare que em vários anos a taxa fica negativa, em particular repare a queda de 15,36% em julh…

Números das Contas Nacionais: o Pessimildo estava certo.

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Os números das contas nacionais divulgados pelo IBGE (link aqui e aqui) não deixam dúvidas: vivemos na maior crise registrada em nossa história. Não é nenhuma surpresa, aqui no blog este é um tema recorrente (por exemplo: aqui, aqui e aqui), mas a notícia merece ser registrada. Comecemos pelo tamanho e amplitude da queda. A figura abaixo mostra a variação do PIB em 2016 (em azul), a variação da produção de cada setor em 2016 (em verde) e a variação dos principais elementos da despesa (em vermelho). Todos foram negativos!



Pelo lado da oferta a queda de 3,6% do PIB é decomposta em queda de 6,6% na agropecuária, 3,8% na indústria e 2,7% nos serviços. Como podemos ver a agropecuária, que nos salvou em outros anos, inverteu os papéis em 2016 e mostrou a maior queda entre os três grandes setores. Desde que o desempenho da agropecuária é muito afetado por condições climáticas e pela demanda externa é possível que o setor melhore em 2016. Na indústria, um setor que está mais a associado a di…