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Mostrando postagens de Maio, 2016

Ranking de Competitividade do Centro Mundial de Competitividade do IMD: Cada ranking é um vexame novo.

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Foi divulgado o ranking de competitividade elaborado pelo Centro Mundial de Competitividade (link aqui). O centro é ligado ao IMD (link aqui) e o ranking é divulgado a quase vinte anos. A primeira vez que o Brasil foi apareceu no ranking foi em 1997 ocupando a 34º posição em um total de 46 países. Em 2010 estávamos em 38º de 59 países, perdemos quatro posições, porém apareceram 13 países novos na lista. Na versão de 2016 ficamos em 57º, de 2010 a 2016 caímos 19 posições e só entraram 3 países no período. De fato, a partir de 2010 o Brasil começou uma tendência de queda no ranking, ficamos em 44º em 2011, 46º em 2012, 51º em 2013 e 56º em 2015. Essa queda é mais uma evidência do erro que cometemos lá por 2006 quando abandonamos a agenda de reformas e voltamos a adotar práticas desenvolvimentistas.
Olhando o quadro geral é possível observar que somos competitivos que países com renda per capita semelhantes à nossa. A figura abaixo ilustra esse ponto, para evitar distorções no gráfico r…

Carga tributária no Brasil e em alguns países emergentes

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A Folha de São Paulo publicou hoje uma entrevista com a presidente afastada (link aqui). Como é costume nas entrevistas de Dilma não faltaram barbaridades, no quesito insanidade completa a declaração que “A coisa mais difícil foi descobrir que tinha uma crise no Brasil” seguida de “Me mostra a oposição falando que tinha crise no Brasil!” é insuperável, de tão absurdas chega a ser impossível comentá-las. A declaração mais perigosa foi "Porque quem paga o pato, quando não se tem imposto num país, é a população", a possibilidade que Dilma estivesse fazendo referência a um sistema tributário mais progressivo não sobrevive à defesa da CPMF feita na mesma reposta. Qualquer leitura honesta da entrevista de Dilma, especificamente destas declarações, leva a concluir que Dilma quer aumentar impostos. Isso não é novidade, aqui no blog eu já tinha registrado que Dilma usava uma estratégia de aumentar impostos e que tal estratégia é coerente com um governo de esquerda (aqui e aqui).
O …

"Sobre a regra de controle do aumento do gasto" ou "O segredo de ser chato é ser chato".

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Muda governo e eu continuo fazendo a mesma coisa, sendo chato. Na condição de chato resolvi procurar por algum período longo onde o gasto público tivesse acompanhado a inflação sem que colhêssemos estabilidade e crescimento. Parece que hoje a sorte estava do lado dos chatos e encontrei um período que se encaixa perfeitamente no que eu procurava. Entre 1975 e 1985 o gato público acompanhou a inflação, na realidade neste período o gasto cresceu um pouco menos que inflação, espero que não seja preciso lembrar a ninguém o aconteceu depois desse período, mas em todo caso vou lembrar: o fim do regime militar e a chegada de um governo populista chegado a mágicas econômicas que nos colocou em uma hiperinflação e não nos tirou da recessão, pelo contrário. A figura abaixo mostra o índice preços, calculado pelo IGP-DI, a despesa federal e a despesa total (federal + estadual + municipal), para que fosse possível visualizar diferenças entre as séries tive de usar logaritmo e ajustar a escala. As …

Aliança do Pacífico vs Mercosul: Taxa de Investimento

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Na primeira comparação entre os países da Aliança do Pacífico e do Mercosul vimos que os países da Aliança do Pacífico tiveram maiores taxas de crescimento (link aqui). Na segunda comparação vimos que os países do Mercosul estão mais endividados (link aqui). Nesse post a variável em foco será a taxa de investimento. Muitos países fazem políticas econômicas voltadas para aumentar a taxa de investimento pois entendem, com um bocado de razão, que essa taxa é a chave para uma renda per capita mais alta no futuro. Mais investimento significa mais capital no futuro e mais capital aumenta a possibilidade de produção e a produtividade do trabalho. Aqui no Brasil, desde 2006 o governo passou a usar intensivamente bancos públicos, especialmente o BNDES, como forma de estimular o investimento (link aqui), a estratégia não deu certo e acabou sendo a principal responsável pela atual crise fiscal que estamos enfrentando. Assim como nos posts anteriores a análise exclui o Paraguai e foi feita com o…

Aliança do Pacífico vs Mercosul: Dívida/PIB

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No post anterior comecei uma série de comparações entre o desempenho econômico dos países do Mercosul e dos países da Aliança do Pacífico. A primeira comparação teve como foco o crescimento (link aqui), vimos que os países da Aliança do Pacífico cresceram mais que os países do Mercosul e que a diferença de desempenho aumentou com o passar do tempo. Neste post a comparação terá como foco as finanças públicas, especificamente a dívida bruta como proporção do PIB. Assim como no post anterior o Paraguai será excluído da amostra, os dados novamente são do FMI (link aqui).
A figura abaixo mostra a relação entre a razão dívida/PI e o PIB per capita para os países dos dois grupos entre 2013 e 2016. Repare que os países do Mercosul (verde) estão concentrados acima da linha enquanto os países da Aliança do Pacífico (laranja) dominam a parte do gráfico que está abaixo da linha, ou seja, dado o PIB per capita, os países do Mercosul tendem a ser mais endividados do que os países da Aliança do Pac…

Aliança do Pacífico vs Mercosul: Crescimento

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Em 2013 a revista The Economist fez uma reportagem intitulada “A continental divide” (link aqui) onde comentava a divisão da América Latina em dois grupos: Aliança do Pacífico e Mercosul. O primeiro grupo liderado por Chile, Colômbia, México e Peru apostava em políticas econômicas mais direcionadas ao livre mercado e ao comércio internacional. O segundo grupo formado por Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela apostava em políticas intervencionistas e no comércio regional ou orientado a grupos específicos de países. Hoje começo uma série de posts a respeito do desempenho dos países de cada grupo de lá para cá. Como o Paraguai foi suspenso do Mercosul por um tempo e a partir daí seguiu políticas diferentes dos outros países do grupo resolvi excluir o país da amostra. A primeira variável a ser analisada será crescimento econômico.
A figura abaixo mostra a relação entre crescimento e PIB per capita para os países dos dois grupos entre 2013 e 2016 (valores previstos) de acordo c…