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Mostrando postagens de Fevereiro, 2016

É tempo de falar do PAC e da promessa não cumprida de acelerar o crescimento.

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Em 2007 foi lançado o PAC (link aqui). Para muitos seria um programa capaz de estimular o investimento e fazer com que o Brasil passasse a crescer mais. Por meio do programa o governo faria grandes investimentos em áreas estratégicas e esse investimento do governo impulsionaria investimentos privados. O aumento do investimento seria motor do crescimento e isso justificava o pomposo nome do programa, um nome que não fazia referência ao investimento propriamente dito, mas ao crescimento que tal investimento traria, afinal era o Programa de Aceleração do Crescimento.
As condições eram favoráveis à empreitada. Depois de muito esforço a inflação parecia finalmente controlada, o golpe final parecia ter sido dado em 2003, no governo Lula, quando o Banco Central presidido por Henrique Meirelles não tremeu para elevar a taxa de juros mesmo com a dívida bruta acima de 70% do PIB (de acordo com os dados do FMI em 2003 a dívida pública era 73,7% do PIB). Na época a Selic subiu para 26,5% em feve…

Política Monetária, Inflação e a Macroeconomia do lado da Oferta

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Pelo que tenho visto no debate econômico local foi formado um quase consenso a respeito da recessão e do combate à inflação. Grosso modo o consenso diz que como já estamos em recessão um aperto da política monetária teria pouco ou nenhum efeito na inflação. A lógica é que se a estagnação do PIB em 2014, a queda em 2015 e a possível queda em 2016 não foram suficientes para impedir o aumento de preços não vai ser um aumento da taxa de juros que fará o serviço. Embora lógica seja intuitiva ela não é tão simples de ser justificada e, mais importante, está longe de representar um consenso entre os macroeconomistas de mais destaque no mundo. Para entender os problemas com essa lógica é preciso falar da macroeconomia pela ótica da oferta.
Como assim ótica da oferta? Grosso modo a ótica da oferta considera que o PIB de uma economia é determinado pelas forças de oferta, qual sejam: capital, trabalho, terra e tecnologia, naturalmente existem refinamentos e é possível considerar outros fatores,…