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Mostrando postagens de Dezembro, 2015

Porcos e espantalhos ou Ille qui male ludit ad palaestram lusoriam non est invitandus

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Começo informando ao leitor que não estou em guerra com todo e qualquer economista que se autodenomine heterodoxo, pelo contrário, tenho vários amigos e colegas que se autodenominam heterodoxos, participei de eventos promovidos pela AKB, já fui convidado para participar do Seminário de Economia Mineira em Diamantina, convite que aceitei com muita satisfação e definitivamente não me arrependi de ter aceito, e, quando fui secretário adjunto da ANPEC foi por convite de uma economista pós-keynesiana que foi eleita secretária executiva. Em várias oportunidades trabalhei junto com economistas autodenominados heterodoxos em fóruns, reuniões e encontros. Nas situações onde eu representava a UnB e o assunto em debate envolvia interesses comuns a grandes departamentos em universidades públicas me entendi várias vezes com a turma da UFRJ, UNICAMP e UFMG. Nada disso me impede de ser um duro crítico do desenvolvimentismo, que é uma mistura de estruturalismo e pós-keynesianismo com pitadas de outr…

Anotações a respeito do desenvolvimentismo e da chegada de Nelson Barbosa à Fazenda

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A chegada de Nelson Barbosa ao Ministério da Fazenda foi acompanhada de uma série de comentários receosos com uma expansão do gasto no que seria a volta da Nova Matriz Econômica. A lógica que justifica o receio é que sendo Nelson Barbosa um economista keynesiano ele acredita que qualquer expansão do gasto público em qualquer tempo e lugar leva a um crescimento do PIB, ocorre que não é assim que pensam todos os keynesianos e isso não deixa de ser verdade se consideramos apenas os keynesianos chamados de heteredoxos. Caso não acredite em mim leia o que disse José Oreiro (link aqui), presidente da Associação Keynesiana Brasileira:
“Não necessariamente. No modelo keynesiano simplificado dos livro-textos introdutórios de macroeconomia é verdade que uma contração fiscal leva a uma queda do nível de atividade econômica e emprego. Mas a realidade é mais complexa do que isso...”
É bem verdade que alguns economistas keynesianos (para não cansar o leitor vou usar o termo keynesiano para me refe…

Que dia!

Que dia...
O voto de Fachin mostra aos desconfiados, como este que vos escreve, que a militância petista não se sobrepôs a análise do jurista. Parei para pensar qual teria sido minha reação se Fachin tivesse concordado com as teses do governo, provavelmente cometeria uma injustiça. Registro pessoal: todo cuidado é pouco.
Por outro lado o voto de Fachin mostra, ou deveria mostrar, de forma clara que os defensores do impeachment não são golpista. Espero que um dia os que acusaram os que defendem o impeachment de golpistas reconheçam que cometeram uma injustiça.
O PGR pediu que Cunha seja afastado da presidência da Câmara e do cargo de deputado, é difícil não concordar com a decisão do PGR. A decisão se junta a outras decisões que desmontam o discurso petista que a justiça e o MP só agem contra o PT. Por outro lado fica um certo mal estar com fato que Renan Calheiros parece estar blindado.
Eduardo Azeredo foi condenado a 20 anos de prisão, mais uma evidência que justiça não escolhe partido.
O…

Juros, ora os juros!

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O fracasso dos planos que buscaram combater a inflação via controle de preços de certa forma ensinaram a sociedade brasileira a respeito dos riscos do governo tentar determinar os preços dos diversos bens e serviços existentes na economia. Hoje dificilmente um presidente conseguiria a popularidade obtida por Sarney com um plano econômico no estilo do Plano Cruzado, pode ser excesso de otimismo meu, mas não consigo imaginar a classe média tentando fechar supermercados com botons de fiscal da Dilma. É verdade que algumas tentativas de controlar preços continuam até hoje, um caso famoso foi o controle de preços dos combustíveis, mas é feito de forma meio envergonhada e sem muito alarde.
Hoje o brasileiro bem informado médio sabe (?) que se um preço está alto não será por meio de um decreto presidencial que o preço será reduzido. Dificilmente um político será eleito prometendo abaixar o preço do pão ou da carne, talvez seja eleito prometendo ônibus de graça, mas ainda assim será bastante…