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Mostrando postagens de Novembro, 2014

Investimento vai para o Planejamento: Jogada de Mestre ou mais um passo em direção ao abismo?

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Como sempre o diabo está no detalhe. No meio de toda a euforia com o anúncio de Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda uma notícia passou quase desapercebida, faz sentido, a notícia trata de um detalhe relativo a organização das funções de cada ministério. Ontem um amigo me chamou atenção para o detalhe e hoje consegui a notícia, está no Estadão: "Planejamemto é reforçado para ajudar aceleração do PIB" (link aqui). Como assim? A tônica da vinda de Joaquim Levy para o governo não é a necessidade de ajustes duros no próximo ano? Ainda assim o Ministério do Planejamento vai ajudar a aceleração do PIB com gastos em investimento? Como fechar esta conta? Quando trabalhei no IPEA, 1998 a 2002, tive a sorte de ter Raul Veloso como consultor da coordenação em que trabalhava, a antiga Coordenação Geral de Finanças Públicas liderada pelo grande Francisco Pereira, naquela época Raul Veloso já nos mostrava que qualquer ajuste fiscal necessariamente passa por cortes em investimento. Hoj…

Ainda sobre comparar Brasil e Chile ou Os Rapazes Latinos agora preferem blues e se sentem em casa no Danúbio Azul

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Houve um tempo em que desenvolvimentistas acreditavam que os países da América Latina podiam ser comparados. Acreditavam tanto nisto que aplaudiram, apoiaram e participaram da criação e das atividades da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (CEPAL). Na época a ideia era que os países da América Latina faziam parte do que eles chamavam de periferia do capitalismo, de forma que estavam condenados a produzir matérias primas para abastecer os grandes centros econômico e, na condição de produtores de matérias primas, não compartilhariam dos benefícios do progresso técnico trazido pelo capitalismo. A proposta dos economistas que se aglutinaram na CEPAL era que os governos dos diversos países do continente deviam atuar ativamente criando políticas de industrialização. Só assim a América Latina poderia compartilhar dos frutos do progresso. De certa forma a CEPAL com seu diagnóstico e sua prescrição criaram o que hoje chamamos de desenvolvimentismo.
A convicção de que os países da…

Mais uma vez a Petrobras e o Pré-Sal.

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A Petrobras não é apenas a maior empresa brasileira, é uma empresa que controla uma área estratégica para o país. O petróleo é o principal insumo do mundo moderno, não apenas é fonte de energia como é insumo básico para a produção de vários produtos químicos e outros materiais, por exemplo, o petróleo é matéria prima para a produção de plástico. Problemas com a Petrobras significam problemas para economia brasileira. Por esta razão o derretimento do valor da Petrobras tem sido objeto de debates e recebe muita atenção da imprensa e também deste blog. Nos últimos cinco anos o preço da ação da Petrobras negociada na Bolsa de Valores de Nova York caiu quase 79%, quem comprou por US$ 50,18 em 13 de novembro de 2013 se vender hoje, 11/11/2014 conseguirá US$ 10,65. A figura abaixo mostra o comportamento do preço das ações da Petrobras na Bolsa de Valores de Nova York nos últimos 10 anos (todos os dados de preços de ações são do Google Finance).



Repare que houve um crescimento até junho de 2…

Regulação da Mídia

Por que um governo que apostou pesado na estratégia de campeões nacionais, que grosso modo consiste em formar e/ou fortalecer oligopólios locais, resolveria defender a concorrência no mercado de comunicações? Trato do tema no meu post da semana no Spotniks (link aqui).

Economista X

Esta semana me juntei a turma do Economista X. Meu primeiro texto, como não poderia deixar de ser, é sobre crescimento. Argumento que a falta de confiança que tantos falam não é o maior problema da economia brasileira. Se por uma passe de mágica todos passássemos a confiar no governo ainda assim a economia cresceria pouco. Para os interessados o link está aqui.

O que explica a falta de crescimento da economia brasileira?

Texto do Spotniks a respeito da falta de crescimento da economia brasileira, desta vez a culpa não é (só) do desastroso governo Dilma. (link aqui)

Sobre o Déficit Público de Setembro.

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A notícia da semana foi o déficit primário record do governo federal (ver aqui). Mansueto Almeida tratou do assunto no blog dele (link aqui) e Raul Veloso, mesmo antes da divulgação dos números, há mostrava preocupação com o assunto (link aqui). Não vou tentar acrescentar nada ao que os dois já escreveram, até porque ambos entendem muito mais do assunto do que eu. Vou limitar a explicar o que é o déficit primário e registrar o que está acontecendo com o outro componente do déficit público, qual seja, o pagamento de juros.

Considere um sujeito que ganhe R$ 10.000,00 por mês. Suponha que os gastos dele com alimentação, moradia, educação, lazer e tudo mais que ele faça para viver seja de R$ 8.000,00 por mês, suponha ainda que o sujeito tenha uma divida e pague R$ 3.000,00 de juros por mês, note que ele não paga a dívida, apenas os juros da dívida. Imagino que você esteja pensando que o sujeito está com problemas financeiros, se pensou você está certo, alguém que gaste R$ 11.000, por mês …

Spotniks

Desde o final de outubro me juntei ao time do Spotniks onde pretendo manter uma coluna semanal tratando de economia. Os dois primeiros textos já estão disponíveis:

Por que não nos tornamos uma Coreia do Sul? (link aqui)

Sim, a economia vai mal. Mas como chegamos a esse ponto? (link aqui)

Espero que gostem, de for o caso, peço que ajudem a divulgar.