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Mostrando postagens de Novembro, 2013

Carta Aberta aos Ministros do STF

Senhores Ministros do STF,

Temos visto com preocupação alguns comentários, veiculados pela imprensa, a respeito do julgamento de ações relativas aos critérios de correção da poupança em antigos planos econômicos. Tais comentários sugerem que caso os poupadores ganhem a causa o país poderá enfrentar uma crise financeira de grandes proporções e que, por esta razão, o STF deveria julgar a favor da constitucionalidade de tais planos econômicos (e contra os poupadores).

Em primeiro lugar, devemos ressaltar que parte significativa dos avanços recentes em teoria do crescimento econômico aponta que instituições são fatores determinantes do sucesso de um país. Dentre estas instituições a justiça “cega” é certamente uma das mais importantes, uma justiça que “olha” quem vai ser prejudicado (ou beneficiado) antes de tomar decisões é mais prejudicial à economia do que uma crise financeira, por pior que sejam estas últimas.

Em segundo lugar, temos dúvidas em relação aos números que vemos na imprensa. …

Até quando esperar?

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Em um post anterior falei sobre a Penn World Table 8.0 e comentei que uma das novidades mais interessantes foi oferecer dois conceitos para o PIB: um deflacionado pelos preços do que compramos (rgdpe)  e outro deflacionado pelos preços do que produzimos (rgdpo). O primeiro pode ser visto como uma medida de bem-estar o segundo como uma medida de nossa produção. A razão entre estes dois conceitos de PIB pode ser interpretada de duas formas:  pode ser vista como a razão entre os preços do que produzimos a e os preços do que compramos (note que esta razão não equivale aos termos de troca, mas está relacionada) e pode ser vista como a razão entre nosso bem-estar e nossa capacidade de produção. Na primeira interpretação um aumento desta razão significa que o preço das coisas que produzimos está aumentando mais do que o preço das coisas que compramos, na segunda interpretação um aumento significa que nosso bem-estar está aumentando mais do que nossa produção. Hoje vou usar a primeira interp…